sábado, 15 de janeiro de 2011

Salve-o

E passou por mim, tão forte, tão decidido. Como se aquele fosse seu momento, o único, posso assim dizer. Eu via o fogo do prazer em seus olhos, e ele sabia disso, sabia de tudo. Sabia que era dono do mundo, dono de si, podia controlar o que tinha em sua volta, mas mesmo assim não me falou nada ao me ver.
Continuou vindo em minha direção, como um furacão, os seus pés deslizavam no chão, o vento batia em seu rosto tão forte, infinitamente maravilhoso, e o respeitava. O frio que naquele dia era imperador, não o fazia nada, ele o controlava também, o mundo sabia o que estava acontecendo, e sabia que nada podia tocá-lo.
Quando chegou a minha frente, sorrindo, exalando de alguma forma, força a todos os lados, olhou para mim e disse:
- Por mais que eu saiba que tudo esta aonde eu quero. Por mais que eu saiba que o mundo eu posso controlar agora, esse momento não durará tanto. O destino se encarregara de me colocar em meu devido lugar. Aonde estou agora, no topo do mundo, não me pertence. Isso é tudo acaso do destino que casualmente me colocou aqui, e logo logo se cansará de mim.

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